Nascido e criado em São Paulo, a capital dos arranha-céus, da poluição, do transito e da violência, mas não troco a minha cidade por nada. Carrego no peito o orgulho verde e amarelo. De fato nesse meu país o povo só sabe gritar em seu nome de quatro em quatro anos. Infelizmente no meu Brasil é em época de campeonato mundial que o povo se leva aos devaneios de um patriotismo ridículo exercido sobre um mero time de futebol. Sim, eu canto quando vejo meu Brasil vence, eu fico louco quando estamos a beira da derrota. Mas o que a minha gente tem que aprender é que devemos levar isso para frente. Paciência se o Brasil perdeu, paciência se a Copa do Mundo acabou para nós, o que o brasileiro deveria levar é essa alegria e a raça dos que nos representam lá fora ao invés de simplesmente abaixar a cabeça e levar o pensamento ridículo de que 2014 é logo ali. Bato no peito, grito o mais forte se for necessário, digo e repito quantas vezes for preciso, "eu sou brasileiro". Apesar dos nossos erros, dos defeitos mutuais, e da ignorância que roda sobre meu povo, espero que um dia o censo comum caia sobre a cabeça de todos. Que no fim da chance de mais uma Copa do Mundo conquistada, invés de cabeças baixas e água nos olhos, sairemos com o orgulho da nossa pátria por sermos esse povo que encanta, cativa e conquista, não só no campo, mas na vida.